sexta-feira, 20 de março de 2009

Execução do Relatório

Hoje vamos realizar o relatório sobre o trabalho efectuado pelo grupo, ao longo do segundo periodo!

terça-feira, 17 de março de 2009

Museu de Arte Sacra

Foto: Vitral da Igreja Matriz
Foto de: http://www.paroquiadeviladoconde.pt/patrimonio/igrejamatriz.htm

Aberto em 1985 na Igreja Matriz de Vila do Conde, este museu mantém-se como um importante centro cultural, registando inumeras visitas ao longo do ano. Neste museu poderemos encontrar alguns exemplares de arte sacra de Vila do Conde, com destaque na Cruz Processional da Capela de Formariz, contém também Cruzes, patenas, cálices, lanternas entre outros, mas também livros manuscritos pertencentes ao qrquivo histórico da Confraria.


domingo, 15 de março de 2009

Museu da Alfândega Régia

Museu da Alfândega Régia
Fotografia de: Hélder José Pontes Almeida Barreto



Neste Museu está retratada a história da Alfândega; criada no reinado de D. João II com vista a colmatar as necessidades que se verificavam devido ao apogeu do comercio marítimo e consequente intensidade do tráfego comercial; e a história da Construção Naval em madeira de Vila do Conde, bem como a dos Homens que aí trabalham. Localizado na antiga Alfândega Régia, este Museu, perpetuando a memória de uma actividade indissociável do nome de Vila do Conde, presta também a homenagem aos calafates e carpinteiros que ao longo dos séculos mantiveram viva esta tradição.


Da sua colecção fazem parte ferramentas de construção naval em madeira, desenhos e projectos das embarcações, fotografias, miniaturas de embarcações e vários documentos.


Para além do edifício do museu, faz ainda parte deste complexo uma réplica de uma Nau ancorada em frente da Casa da Alfândega, oficinas e ateliers de construção naval e miniaturas de embarcações semelhantes às construídas em Vila do Conde.


O complexo interage ainda com o Centro de Documentação dos Portos Marítimos Quinhentistas.

sábado, 14 de março de 2009

Dentro da nau


Fotos de Ana Filipa

terça-feira, 10 de março de 2009

Nau Quinhentista

A nau portuguesa do século XVI era um navio redondo, de alto bordo, com uma relação de 3:1 entre o comprimento e a largura máxima, três ou quatro cobertas, castelos de popa e de proa, com três e dois pavimentos, respectivamente, cuja arquitectura se integra perfeitamente no casco; arvorava três mastros, o grande e o traquete com pano redondo, e o da mezena com pano latino. A nau, assim concebida, satisfazia uma maior necessidade de capacidade de carga do que a conhecida até então nas navegações portuguesas. As viagens para a Índia eram tão longas, que forçavam os navios ao transporte de grande quantidade de alimentos sólidos e líquidos para o sustento da tripulação, tanto mais que a rota impunha longos períodos de navegação sem se ver a costa ou quaisquer pontos de apoio. Acrescia o factor comercial: o comércio das especiarias implicava o transporte de uma carga valiosa, mas volumosa, que requeria espaços adequados para o seu acondicionamento. A tudo respondia a nau, com o seu casco bojudo, e ampla capacidade de acomodação.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Personalidades


José Régio, pseudônimo literário de José Maria dos Reis Pereira, nasceu em Vila do Conde em 1901. Licenciado em Letras em Coimbra, ensinou durante mais de 30 anos no Liceu de Portalegre. Foi um dos fundadores da revista "Presença", e o seu principal animador. Romancista, dramaturgo, ensaísta e crítico, foi, no entanto, como poeta. que primeiramente se impôs e a mais larga audiência depois atingiu. Com o livro de estréia — "Poemas de Deus e do Diabo" (1925) — apresentou quase todo o elenco dos temas que viria a desenvolver nas obras posteriores: os conflitos entre Deus e o Homem, o espírito e a carne, o indivíduo e a sociedade, a consciência da frustração de todo o amor humano, o orgulhoso recurso à solidão, a problemática da sinceridade e do logro perante os outros e perante a si mesmos.

José Régio

Cântico Negro

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

José Régio

Museu da Renda de Bilros

Foto de Anderson Braga Horta
Inaugurado em 1991 na Casa do Vinhal, típico solar urbano do século XVIII, o museu veio criar uma nova dinâmica em torno das Rendas de Bilros. No museu poderemos encontrar belos exemplares de Renda de Bilros, desenhos, bilros, almofadas entre outros.
Este museu é o único em Portugal, podendo assim observar as Rendilheiras e as suas perícias na arte de debilhar os bilros, existindo no piso de cima uma Escola de Rendas.

terça-feira, 3 de março de 2009

Forte de São João Baptista

http://mjfs.files.wordpress.com/2008/05/forte-nossa-senhora-da-assuno-rio-ave-porto-foto-wwwmonumentospt.jpg


O ínicio das obras remonta ao ano de 1570. A sua construção estava destinada á defesa da costa. Relativamente ao traçado arquitectónico, o Forte apresenta uma configuração pentagunal, com 5 baluartes e 3 torreões de vigia. Actualmente funciona como unidade hoteleira.

Capela de Nossa Senhora do Socorro

Foto de Ana Filipa

Erguida em 1603 por Gaspar Manuel, Cavaleiro professo da Ordem de Cristo e piloto-mor da carreira da Índia, China e Japão, que aqui se encontra sepultado. Situada num rochedo sobranceiro ao Rio Ave faz com que a vista desta capela sobre a foz deste rio seja simplesmente soberba. A sua forma arredondada faz lembrar um templo indiano. O interior apresenta-se decorado com magnificos azulejos do século XVIII.